GESTÃO ÁGIL PARA RESULTADOS DE CURTO PRAZO EM MÉDIAS EMPRESAS

Gestão Ágil para resultados de curto prazo em médias empresas

Sua empresa está pronta para se adaptar de forma rápida e eficiente em um cenário de incertezas?

Nestes dias de pandemia, o que mais ouvimos falar é que “a pandemia irá transformar nosso negócio”, que “os clientes mudaram seu comportamento”, que “o e-commerce dominará o mundo”, dentre outras tantas frases de efeito.

Porém a grande pergunta é como gerar resultado de curto prazo em um futuro cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo?

O exército americano criou um acrônimo para estas quatro palavras chamado V.U.C.A. que significa Volatility (Volatilidade), Uncertainty (incerteza), Complexity (complexidade) e Ambiguity (Ambiguidade).

Qualquer que seja o impacto no nosso business, devemos preparar nossa empresa para este novo mundo VUCA, onde as palavras chave são “agilidade, flexibilidade e colaboração ”.

Nunca Charles Darwin esteve tão correto, duas de suas mais famosas frases fazem todo sentido atualmente, e estão totalmente alinhadas à metodologia ágil.

A primeira e mais conhecida, “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”.

A segunda, “Na longa existência da humanidade, aqueles que aprenderam a colaborar e a improvisar mais efetivamente tem prevalecido”.

Nestas duas frases Darwin nos faz refletir sobre o que é necessário fazer para deixarmos a gestão de nossas empresas mais ágil e flexível, vis a vis a gestão tradicional e a cultura das organizações e tendo como premissa a resolução do problema do cliente.

Gestão Ágil e Mudança Cultural

O principal ponto de atenção na implantação da gestão ágil nas empresas é que estamos falando de Mudança Cultural, e isso dói muito. O principal executivo da organização deve estar convicto da necessidade desta mudança. Do contrário, ela não ocorrerá na sua totalidade e eficácia.

Outro papel do líder é escolher as pessoas que participarão dos projetos. Estudos comprovam que equipes que trazem resultados superiores possuem três características em comum:

  1. Pessoas que possuem um senso de propósito acima do comum, que não se contentam com a média, que sempre querem ser grandes, são um grande diferencial, mas como conseguir isto delas? Mais uma vez o líder tem a responsabilidade de proporcionar condições para que elas se motivem e doem o seu melhor para a organização, inspirando-as e agindo exemplarmente.
  2. Pessoas autônomas, que têm liberdade de trabalhar da maneira que elas acreditam ser a melhor, os integrantes têm a oportunidade de escolher como alcançar as metas estabelecidas por quem comanda o projeto. Pessoas com o sentimento de pertencimento. Este elemento é outra perna essencial do tripé.
  3. Pessoas com diversidade de habilidades, pensamentos e experiências, que sejam altruístas, ou seja, uma equipe multifuncional. Cada membro do time precisa terminar sua parte antes de o projeto seguir para a próxima etapa, com isso estimula-se a colaboração e a troca de conhecimento.

Agilidade é palavra de ordem

A comunicação e a transparência assumem um protagonismo para garantir a clareza e o entendimento do propósito, dos objetivos, metas, responsabilidades, dos fluxos, das entregas e dos novos comportamentos esperados. Ou seja, a definição dos papéis e autonomias das equipes e indivíduos e, consequentemente, uma equipe menos hierarquizada, de mais fácil gestão e de maior velocidade na tomada de decisão.

Estamos vivendo a era do “errar rápido e barato”, onde o erro deve ser tolerado, desde que seja aquele que busque a melhoria e a inovação. O erro ocasionado pela negligência, imperícia, desatenção deve continuar sendo desestimulado. A divisão do projeto em várias etapas, de forma a proporcionar entregáveis periódicos e de curto prazo faz com que os erros, quando ocorrem, sejam normalmente mais baratos. Além de proporcionar melhor alinhamento com o cliente, menos retrabalho, melhoria dos processos e maior facilidade para a correção de rumo. A gestão se torna mais ágil.

A divisão do projeto em entregáveis de curto prazo exige uma disciplina espartana de acompanhamento, que muitas vezes as empresas não estão habituadas a seguir. Reuniões específicas, rápidas e objetivas, onde os participantes apresentam os resultados combinados para aquela data, discutem quais são os obstáculos que estão atrapalhando a equipe e o que falta para se ter sucesso naquela etapa do projeto dão agilidade e foco ao projeto. Não é apenas uma reunião de apresentação do status, mas sim um processo importante de reflexão, integração da equipe e aprendizagem.

Sua empresa está pronta para a Gestão Ágil?

Uma dúvida que sempre surge é como saber se a empresa está pronta para adotar esta nova metodologia de gestão? A recomendação é fazer pequenos pilotos específicos, aprender com os erros, treinar e ir ganhando corpo, conhecimento para, posteriormente, expandir para toda a organização. Com o passar do tempo, este novo modelo de gestão que utiliza diversas ferramentas como OKR, Scrum, Canban, Xp, entre outras, acaba se tornando parte do DNA das organizações, assim como aconteceu com Intel, Google, Sales Force e grande parte das startups bem-sucedidas.

A Fundação Dom Cabral, por meio do programa PAEX – Parceiros para a Excelência, vem ensinando esta metodologia em centenas de empresas de médio porte de diversos segmentos em todo o País. Com foco em resultados de curto prazo, os resultados têm sido extremamente consistentes. Não menos importante, a receptividade tanto por parte dos acionistas quanto por parte dos funcionários tem sido fantástica.


Carlos Duílio Braga é professor associado da FDC e sócio-fundador da CDRB Consultoria.

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